Comprar um apartamento em São Paulo é o sonho de milhões de brasileiros, mas a entrada mínima do financiamento costuma ser o maior obstáculo. Em 2026, entender quanto você precisa juntar e como otimizar esse valor faz toda a diferença. Neste guia, explicamos tudo sobre a entrada mínima para financiamento de apartamento em SP.
Como Funciona a Entrada no Financiamento Imobiliário
A entrada é o valor que o comprador paga do próprio bolso antes de iniciar o financiamento. Os bancos não financiam 100% do valor do imóvel — eles cobrem uma porcentagem e você precisa complementar o restante.
Em 2026, as regras gerais dos principais bancos são:
- Caixa Econômica Federal: financia até 80% do valor do imóvel (entrada mínima de 20%)
- Itaú Unibanco: financia até 82% (entrada mínima de 18%)
- Bradesco: financia até 80% (entrada mínima de 20%)
- Santander: financia até 80% (entrada mínima de 20%)
- Banco do Brasil: financia até 80% (entrada mínima de 20%)
Isso significa que, para um apartamento de R$ 500.000, a entrada mínima fica entre R$ 90.000 e R$ 100.000 na maioria dos bancos.
Quanto Custa a Entrada Para Apartamentos em SP
Os preços em São Paulo variam enormemente conforme a região. Veja simulações práticas de entrada mínima (considerando 20%):
| Tipo de Imóvel | Valor Médio | Entrada 20% | Região Exemplo |
|---|---|---|---|
| Studio 28 m² | R$ 350.000 | R$ 70.000 | Bela Vista, Consolação |
| 1 quarto 45 m² | R$ 480.000 | R$ 96.000 | Pinheiros, Vila Mariana |
| 2 quartos 65 m² | R$ 620.000 | R$ 124.000 | Mooca, Tatuapé |
| 3 quartos 90 m² | R$ 850.000 | R$ 170.000 | Perdizes, Brooklin |
| Alto padrão 120 m² | R$ 1.500.000 | R$ 300.000 | Itaim Bibi, Jardins |
Para bairros mais acessíveis na zona leste e zona sul, os valores de entrada podem começar a partir de R$ 40.000 para apartamentos compactos.
Como Usar o FGTS Para Reduzir a Entrada
O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é o grande aliado de quem quer comprar o primeiro imóvel. Você pode usar o saldo do FGTS para compor a entrada ou até amortizar parcelas. Escrevemos um guia detalhado sobre como usar o FGTS para comprar imóvel.
Requisitos para usar o FGTS na compra:
- Ter no mínimo 3 anos de trabalho com carteira assinada (consecutivos ou não)
- Não possuir outro financiamento ativo pelo SFH
- Não ser proprietário de imóvel residencial na mesma cidade
- O imóvel deve estar na cidade onde você trabalha ou mora
- O valor do imóvel deve ser de até R$ 1.500.000
Exemplo prático com FGTS
Imagine que você quer comprar um apartamento de R$ 450.000 em São Paulo:
- Entrada mínima (20%): R$ 90.000
- Saldo FGTS disponível: R$ 45.000
- Valor que você precisa ter em poupança: R$ 45.000
- Valor financiado: R$ 360.000
O FGTS pode reduzir pela metade o valor que você precisa ter guardado, tornando o sonho muito mais acessível.
Minha Casa Minha Vida em São Paulo
O programa habitacional do governo federal oferece condições especiais para famílias com renda de até R$ 8.000 por mês. Em São Paulo, o Minha Casa Minha Vida permite:
- Subsídios de até R$ 55.000 (dependendo da faixa de renda)
- Taxas de juros a partir de 4,25% ao ano
- Entrada reduzida para famílias de baixa renda
- Financiamento em até 420 meses (35 anos)
Confira as regras atualizadas do programa no nosso artigo sobre Minha Casa Minha Vida em SP.
Custos Extras Além da Entrada
Muitos compradores se surpreendem com custos adicionais que não estão incluídos no financiamento. Planeje-se para:
ITBI (Imposto de Transmissão)
- Em São Paulo, a alíquota é de 3% sobre o valor do imóvel
- Para um apartamento de R$ 500.000: R$ 15.000
- Imóveis do Minha Casa Minha Vida têm desconto no ITBI
Escritura e Registro
- Escritura pública: R$ 3.000 a R$ 6.000
- Registro no cartório de imóveis: R$ 2.000 a R$ 4.000
- Avaliação do banco: R$ 500 a R$ 3.500
Taxas do Financiamento
- Taxa de abertura de crédito: R$ 0 a R$ 800
- Seguro obrigatório (MIP e DFI): incluído nas parcelas
- Tarifa de avaliação: R$ 500 a R$ 3.500
No total, some entre 5% e 7% do valor do imóvel em custos extras. Para um apartamento de R$ 500.000, isso representa R$ 25.000 a R$ 35.000 adicionais.
Estratégias Para Juntar a Entrada Mais Rápido
Juntar R$ 70.000 a R$ 100.000 parece impossível, mas com planejamento é viável em 2 a 4 anos:
- Defina uma meta mensal: divida o valor da entrada pelo número de meses disponíveis
- Invista enquanto junta: CDBs, Tesouro Selic e fundos de renda fixa são opções seguras
- Use o 13º salário: destine integralmente para o fundo da entrada
- Considere consórcio imobiliário: pode ser contemplado antes de juntar 100% da entrada
- Reduza gastos fixos: morar com familiares temporariamente pode acelerar a poupança
- Renda extra: freelances e trabalhos temporários podem complementar significativamente
Qual Banco Escolher Para Financiamento em SP
A escolha do banco impacta diretamente no valor das parcelas e no custo total. Compare:
| Banco | Taxa de Juros (a.a.) | % Financiado | CET Médio |
|---|---|---|---|
| Caixa (SFH) | 9,39% a 9,99% | Até 80% | 10,5% |
| Itaú | 10,49% a 11,59% | Até 82% | 12,0% |
| Bradesco | 10,49% a 11,49% | Até 80% | 11,8% |
| Santander | 10,99% a 12,49% | Até 80% | 12,5% |
A Caixa continua sendo a opção mais competitiva para a maioria dos perfis, especialmente para imóveis dentro do Minha Casa Minha Vida. Confira também nosso artigo sobre apartamento na planta: vale a pena? para entender outra estratégia de compra com entrada facilitada.
Simulação Prática de Financiamento em SP
Vamos simular um financiamento real para um apartamento de 2 quartos no Tatuapé:
- Valor do imóvel: R$ 550.000
- Entrada (20%): R$ 110.000
- Valor financiado: R$ 440.000
- Prazo: 360 meses (30 anos)
- Taxa Caixa (SAC): 9,59% a.a.
- Primeira parcela: aproximadamente R$ 5.900
- Última parcela: aproximadamente R$ 1.400
- Renda mínima necessária: R$ 19.600
Na tabela SAC, as parcelas diminuem ao longo do tempo, o que alivia o orçamento nas fases finais do financiamento.
Perguntas Frequentes
É possível financiar apartamento em SP sem entrada?
Não, todos os bancos exigem entrada mínima de 18% a 20% do valor do imóvel. Porém, o FGTS pode ser usado para compor essa entrada, reduzindo o valor que você precisa ter em espécie. Em alguns programas habitacionais, o subsídio do governo também ajuda a cobrir parte da entrada.
Qual a renda mínima para financiar apartamento em São Paulo?
A regra geral é que a parcela do financiamento não pode ultrapassar 30% da renda familiar. Para um apartamento de R$ 400.000 com entrada de 20%, a parcela inicial fica em torno de R$ 4.300 (tabela SAC), exigindo renda mínima de aproximadamente R$ 14.300.
Posso usar o FGTS como entrada e também para amortizar parcelas?
Sim, o FGTS pode ser usado tanto na entrada quanto para amortizar parcelas a cada 2 anos. Essa estratégia é muito eficiente para reduzir o prazo total do financiamento e economizar milhares de reais em juros ao longo do contrato.
Apartamento na planta tem entrada menor?
Sim, na compra na planta a entrada costuma ser parcelada durante o período de obras (18 a 36 meses), facilitando o pagamento. Porém, o valor total da entrada costuma ser o mesmo — a diferença é que você tem mais tempo para pagar.


